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“Educação Conectada” atende demanda do Conselhão

Grupo de trabalho de educação básica sugeriu a implantação de infraestrutura de conectividade até as salas de aula de todo o Brasil

publicado: 24/11/2017 14h12 última modificação: 28/11/2017 11h18
MEC, editado pela Ascom/CDES.
Pixabay

O governo federal lançou nesta quinta-feira (23) a Política de Inovação Educação Conectada, que tem por objetivo universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas, com formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e uso de conteúdos educacionais digitais em sala de aula. 

A nova política atende a uma das recomendações do grupo de trabalho sobre educação básica do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que sugeriu ao governo garantir a implantação da infraestrutura de conectividade em banda larga até as salas de aula, complementada pelo desenvolvimento de uma cultura digital.

“Vamos trazer de vez o mundo digital para as nossas escolas. Não se trata apenas de entregar equipamentos e de promover acesso à educação. Trata-se, mais do que tudo, de preparar nossos jovens para interagir com uma realidade que se renova a cada dia”, frisou o presidente Michel Temer durante o lançamento, que ocorreu no Palácio do Planalto.

A nova política é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Até o final de 2018, o MEC deve investir R$ 271 milhões, dos quais R$ 255,5 milhões serão destinados à melhoria da infraestrutura e conexão das escolas. Isso inclui a ampliação da rede terrestre de banda larga, serviços de conectividade, infraestrutura de wi-fi, compra de dispositivos e aquisição de um satélite que vai levar internet de no mínimo 10 Mb a escolas da zona rural, locais em que a estrutura terrestre não é viável ou é dispendiosa. O satélite, orçado em R$ 120 milhões a serem pagos com recursos do MEC, será contratado em parceria com o MCTIC.

Os outros R$ 15,5 milhões vão financiar a formação de articuladores locais, a construção de plataforma para cursos online e a produção de conteúdos específicos. A intenção é que, até o final do próximo ano, 22,4 mil escolas urbanas e rurais recebam conexão de alta velocidade. O processo deve ser concluído em todas as demais escolas públicas até 2024.

Articulação

A Política de Inovação Educação Conectada reúne um conjunto de diretrizes nacionais que visa garantir a todos os estados e municípios, por meio da tecnologia, a implementação de ações inovadoras em sala de aula.

Essa nova política pública se articula com outras já existentes ou em fase de implementação, como o Plano Nacional de Educação (PNE), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a reforma do ensino médio, ofertando recursos de alta qualidade e novas opções de aprendizado e ensino a estudantes e professores, independentemente da região onde residam.

Dentro da nova política está previsto um plano de formação continuada para professores e gestores, com cursos específicos sobre práticas pedagógicas mediadas por tecnologia, cultura digital e outros recursos educacionais, como robótica.

Compartilhamento 

Outro eixo importante da nova política é a Plataforma Integrada de Recursos Educacionais Digitais, cujo portal foi desenvolvido com base no conceito de rede social, buscando estimular a criação e o compartilhamento de recursos digitais entre alunos e professores.

A plataforma vai integrar os diversos materiais digitais educacionais já desenvolvidos pelo próprio MEC e por institutos e fundações parceiras, como Lemman, Roberto Marinho, Crescer, Inspirare, Telefônica, Natura e Educadigital, além da Associação Nacional das Fábricas de Instrumentos Musicais e Áudio (Anafima) e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.

A Política de Inovação Educação Conectada é resultado de uma articulação horizontal e colaborativa, que envolveu, além do MEC e do MCTIC, também o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Comitê Gestor da Internet (CGI). O BNDES vai apoiar o financiamento da política e o CGI atuará no monitoramento da velocidade da internet a ser ofertada às escolas.