Confira a cobertura jornalística da Mesa Redonda Brasil e UE em Bruxelas
Confira a cobertura jornalística do evento
09/07/2009
Uma delegação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social participou nos dias 7 e 8 de julho da Mesa Redonda da Sociedade Civil Brasil-União Européia em Bruxelas. O evento faz parte da Parceria Estratégica Brasil - UE, um fórum de diálogo permanente no âmbito da sociedade civil, onde serão discutidos assuntos relacionados à Parceria Estratégica e suas recomendações serão encaminhadas às Cúpulas Brasil - União Européia de Chefes de Estado. O tema deste primeiro encontro é "Impactos sociais da crise econômica internacional e os desafios do desenvolvimento: o papel do Estado e da Sociedade Civil", considerado de grande relevância e atualidade pelas duas instituições e que vem sendo debatido com uma agenda de trabalho interna tanto no CDES como no CESE. O objetivo é buscar as convergências de análises e explorar as possibilidades de recomendações conjuntas.
A delegação do CDES é composta pelos conselheiros: Antoninho Trevisan;
Artur Henrique da Silva Santos; Clemente Ganz Lúcio; Germano Rigotto; Antônio Neto; José Lopez Feijóo; Paulo Simão;Ricardo Patah; Zilda Arns.
A seguir confira a cobertura jornalística do evento
08/07/2009-AFP- Brasileiros e europeus pedem que G20 não cometa mesmos erros que G8
A crise atual mostrou que a economia mundial não pode estar nãs mãos de poucos países, e que deve, portanto, evitar que o G20 se torne um "castelo fechado" como o G8, afirmaram nesta quarta-feira em Bruxelas representantes da sociedade civil do Brasil e da União Europeia (UE).
Reunidos em mesa redonda, brasileiros e europeus pediram uma nova "governabilidade mundial" e que a crise seja "aproveitada como uma oportunidade para mudar os modelos de desenvolvimento" e reduzir as desigualdades sociais.
"Não se pode deixar a economia mundial nas mãos de poucos países", sentenciou Paulo Simão do Conselho Econômico e de Desenvolvimento Social do Brasil.
Ao mesmo tempo que elogiou a ampliação do G8 para o G20, que inclui emergentes como o Brasil, Simão advertiu contra a transformação do novo organismo em um "castelo fechado" e defendeu sua abertura para outros países, sem especificar quais.
"O G20 é mais eficiente que o G8, mas tem as mesmas contradições, por ser um foro de diálogo sem instituições que permitam aplicar seus progressos", afirmou, por sua vez, Mario Sepi, presidente do Comitê Econômico e Social Europeu.
Na primeira mesa redonda organizada para estrear as relações bilaterais na Associação Estratégica assinada por Bruxelas e Brasília em 2007, as duas partes elaboraram uma série de propostas para enfrentar a crise econômica, que deverão apresentar na cúpula UE-Brasil, prevista para outubro em Estocolmo.
Destacando que "o neoliberalismo provoca um aumento das desigualdades na distribbuição da riqueza", pediram que os Estados se concentrem na proteção social, no emprego, na ajuda às pequenas e médias empresas e nos investimentos públicos, e evitem o protecionismo.
A próxima mesa redonda, prevista para dezembro em Brasília, será dedicada ao aquecimento global e às energias sustentáveis.
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09/07/2009-Jornal de Notícias-UE/Brasil: Brasil "ensina" à Europa "boas práticas" para enfrentar a crise
Bruxelas, 08 Jul (Lusa) - A resposta à crise é um exemplo de como Brasil e União Europeia podem cooperar, neste caso com a Europa a "importar" as boas práticas brasileiras, concordaram hoje em Bruxelas representantes das sociedades civis dos dois lados do Atlântico.
A crise económica internacional e o combate às alterações climáticas foram os grandes temas da primeira "mesa redonda da sociedade civil UE-Brasil", realizada entre terça-feira e hoje em Bruxelas, no quadro da parceria estratégica entre as partes lançada há dois anos em Lisboa, e que juntou representantes do Comité Económico e Social Europeu e do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil.
No final dos trabalhos, Paulo Simão, do Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, sublinhou, em declarações à Agência Lusa, a "convergência de pontos de vista muito grande" entre as partes, admitindo que, no caso específico da resposta à crise, se invertem um pouco os papéis, já que tradicionalmente é a Europa a "exportar" boas práticas para os países terceiros, mas, neste caso, pode aprender com a "experiência" do Brasil.
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08/07/2009- EFE- Brasileiros e europeus veem crise como chance para reduzir desigualdades
Bruxelas, 8 jul (EFE).- Representantes da sociedade civil do Brasil e da União Europeia (UE) encerraram hoje sua primeira mesa-redonda em Bruxelas, na qual pediram que a atual crise econômica seja uma oportunidade para reduzir as desigualdades e impulsionar o desenvolvimento sustentável.
O encontro durou dois dias e faz parte da associação estratégica que Brasil e UE deram início em 2007. Suas conclusões serão apresentadas aos Governos de ambas as partes para que as levem em conta na cúpula de chefes de Estado que será realizada em Estocolmo no mês de outubro, durante a Presidência sueca do bloco.
Em declaração conjunta ao término das reuniões, ambas as partes demonstraram o desejo de liderar a transição para um "novo modelo" de desenvolvimento e de boa governabilidade, que consideram necessário para superar a crise econômica e, por sua vez, acabar com as desigualdades sociais.
Além disso, destacaram o lado "positivo" das reuniões do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) para buscar soluções conjuntas à crise, e recomendaram "uma ampliação do número de países que participam desse diálogo global", sem chegar a identificar quais Estados poderiam ser incluídos.
Paulo Simão, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), disse em entrevista coletiva que "não se pode deixar a economia mundial nas mãos de um punhado de países".
"É preciso levar em conta às economias emergentes, antes chamadas de Terceiro Mundo, que agora têm uma importância fundamental", afirmou.
Em sua opinião, "o que a sociedade civil no mundo pede é que existam instituições produtivas e frutíferas".
Simão também defendeu lutar contra o protecionismo, "que leva a uma distorção do comércio mundial".
Outro assunto tratado na mesa-redonda foi o das fontes de energia renováveis e a mudança climática. Os representantes europeus e brasileiros sublinharam a importância do uso de biomassa e de biocombustíveis de segunda e terceira geração para combater as emissões de carbono.
O presidente do Comitê Econômico e Social Europeu (CESE), Mario Sepi, assinalou que, para conseguir esse objetivo, será igualmente importante um emprego cada vez maior de energias limpas para fazer a transição rumo a um "modelo de desenvolvimento que não desperdice a energia".
A próxima reunião de representantes das sociedades civis brasileira e europeia será em dezembro no Brasil.
Clique no link abaixo para obter mais informações sobre o evento.
Assessoria SEDES
Mesa-redonda nº 1 da Sociedade Civil - CDES e Conselho Econômico e Social Europeu (CESE) - 07/07/2009 - Impactos sociais da crise internacional e os desafios do desenvolvimento 
@TVNBR: Governo zera IPI de carro 1.0 e anuncia outras medidas para fortalecer economia do país. http://t.co/nC8wVC9A @FazendaGovBr
@Agencia_Senado: Rio+20: Comissão de Meio Ambiente debate cidades sustentáveis http://t.co/QVOIL9hQInformações cdes@presidencia.gov.br
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