Pleno do CDES debate educação e inovação
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ressaltou a importância do tema educação na abertura da 35a reunião do pleno do CDES, que também contou com a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge; e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Assessoria da SEDES
27/08/2010
A 35a reunião do pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) foi marcada pelas discussões para fortalecer a inovação tecnológica e a educação, temas considerados prioritários na agenda de desenvolvimento do país nos próximos anos.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que as perspectivas atuais são melhores do que antes do momento da crise global e que a força do mercado interno foi decisiva para minorar os efeitos da crise e promover a retomada do crescimento. Para vencer os desafios de competitividade e sustentação do crescimento, é preciso fortalecer a capacidade de inovação das empresas e elevar a qualificação da mão de obra: "A solução dos problemas sistêmicos brasileiros só poderá vir com a articulação das políticas estruturantes sociais", acrescentou Miguel Jorge.
O "gargalo" entre a produção de tecnologia e a aplicação na produção foi uma dificuldade citada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, que louvou a iniciativa do CDES em eleger a educação como prioridade. Os dados do Ministério da Educação mostram que o número de universitários no Brasil subiu de dois milhões na década de 90 para seis milhões, além da duplicação do número de matrículas em cursos técnicos: "Investimos o valor de mais três bolsas famílias na educação", acrescentou Haddad, ao mencionar o atual investimento do Governo.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, falou sobre a inovação no Brasil e a estrutura brasileira, reconhecendo o esforço do Ministério da Educação em "alargar o funil da educação brasileira". Coutinho também frisou o papel da empresa e a necessidade de estimular o setor privado.
O debate também contou com a participação da ministra de Desenvolvimento Social e Combate à fome, Márcia Lopes, e de conselheiros do CDES. Márcia Lopes descreveu as políticas como "escolhas acertadas", em face aos indicadores positivos: "Não há dúvidas que o Brasil, nesses oito anos, tem tirado milhões de brasileiros da invisibilidade".
A importância do incentivo à formação profissional para difundir a competência brasileira e de uma metodologia de transmissão de conhecimento foi indicada pelo conselheiro Antoninho Trevisan. Já o conselheiro Artur Henrique mencionou a dificuldade de trabalhar a formação profissional com a alta taxa de rotatividade nos empregos.
O foco em educação e inovação, lembrou a conselheira Tânia Bacelar, vem do avanço do primeiro objetivo traçado, de superar desigualdades sociais e regionais.
Para promover transformações, a educação é um fator prioritário e esta é "uma oportunidade histórica de desenvolver um longo ciclo de crescimento econômico que pode se transformar em desenvolvimento social", afirmou o conselheiro Clemente Lúcio.
Pleno do CDES Reunião Ordinária nº 35 - 26/08/2010 - Educação e Inovação para o Novo Ciclo de Desenvolvimento 
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