Presidência da República Federativa do Brasil Brasil - País rico é país sem pobreza
 
Segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
 
Artigo conselheiro

O CDES e a agenda prioritária para o desenvolvimento de Sergipe

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), desde a sua criação, em 2003, acreditou ser possível conjugar em uma única sintonia desenvolvimento econômico e o social. Exatamente por assim entender, contribuiu de forma decisiva com a formulação de políticas públicas executadas pelo governo federal. Prova disso foi o anúncio, feito no dia 27 de julho pelo Presidente da República, de R$ 700 milhões de investimentos em projetos de inovação tecnológica nos setores público e privado, uma das bandeiras dos conselheiros.

Texto: Alexandre Padilha e Cezar Britto

27/08/2010

 

 

Cezar Britto e Alexandre Padilha escrevem artigo para Jornal da Cidade/SE Cezar Britto e Alexandre Padilha escrevem artigo para Jornal da Cidade/SE

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), desde a sua criação, em 2003, acreditou ser possível conjugar em uma única sintonia desenvolvimento econômico e o social. Exatamente por assim entender, contribuiu de forma decisiva com a formulação de políticas públicas executadas pelo governo federal. Prova disso foi o anúncio, feito no dia 27 de julho pelo Presidente da República, de R$ 700 milhões de investimentos em projetos de inovação tecnológica nos setores público e privado, uma das bandeiras dos conselheiros.

Composto por 90 lideranças - entre empresários, trabalhadores, acadêmicos e representantes de organizações sociais -, o Conselho reúne as mais relevantes e plurais experiências produzidas no país. Todas elas, embora diferentes em vários aspectos, têm em comum o interesse no desenvolvimento do país. E foi exatamente aproveitando o melhor dentre as diferenças, típicas de um país-continente, que se elaborou uma Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil. Nela, registraram-se os pontos considerados essenciais para que o Brasil prossiga o seu caminho em direção ao crescimento econômico com inclusão social e superação da pobreza.

Nove eixos foram considerados prioritários: 1) os novos horizontes da educação; 2) os desafios do Estado democrático e indutor do desenvolvimento; 3) a transição para a economia do conhecimento; 4) o trabalho decente e inclusão produtiva; 5) o padrão de produção para o novo ciclo de desenvolvimento; 6) o potencial da agricultura; 7) o papel da infraestrutura (transportes, energia, comunicação, água e saneamento); 8) a sustentabilidade ambiental; 9) a consolidação e ampliação das políticas sociais.

A Agenda, no entanto, não foi e não poderia ser compreendida como uma obra unilateral e acabada. Ela ainda necessita de novos agentes, parceiros e esforços comuns para que todos sejam co-responsáveis pelo novo ciclo de desenvolvimento. Eis porque o CDES promoveu, no dia 12 de agosto, um encontro em Aracaju, em parceria com o Fórum Empresarial de Sergipe. Com a presença de autoridades e de vários personagens e entidades da sociedade civil, a Agenda foi debatida e aperfeiçoada. Os dados apresentados demonstram que nos últimos anos, o povo sergipano assistiu a uma série de mudanças que transformaram seu Estado em uma das regiões mais dinâmicas do Brasil.

As políticas públicas do governo federal tiveram papel relevante neste cenário promissor. O Bolsa Família já alcança 228 mil famílias. O Programa Minha Casa, Minha Vida lançou investimentos de R$ 430 milhões e contratou 6,7 mil moradias, cumprindo 60% da meta para o Estado. São várias as obras incluídas no PAC que trarão benefícios para a população, como a expansão do abastecimento de água; melhorias e duplicação da BR 101; o gasoduto da Malha Nordeste; obras de saneamento e esgoto em Aracaju; a revitalização da Bacia do Rio Sergipe. No total, o PAC investirá R$ 10,6 bilhões em Sergipe, sendo R$ 8,2 bilhões até 2010.

Não há dúvida de que o Brasil vive um novo ciclo de desenvolvimento. Sergipe não ficou descontextualizado do cenário nacional. O momento histórico vivido pelo Brasil é o mesmo vivenciado por Sergipe. Não sem razão, portanto, Sergipe é campeão nacional na geração de empregos: foram criadas 50,7 mil vagas em maio de 2010, um crescimento de 35% em relação a 2002. Também no solo sergipano a agricultura familiar se mostrou produtiva, transformando o Estado num dos maiores produtores de milho e leite do País. Existe um pujante cenário para os empreendimentos industriais e comerciais.

Todos esses avanços foram obtidos sem que Sergipe perdesse a essência da cultura nordestina, suas tradições e suas lutas. Reforçou, ainda, a capacidade do sergipano de superar obstáculos, destemida e criativamente. O exemplo de Aracaju é ilustrador, pois continua sendo uma das nossas capitais com maior qualidade de vida. O CDES, ao escolher Sergipe para apresentar a sua Agenda, reforçou o seu desejo prioritário de consolidar o Brasil que ousa sonhar e se fazer grande. E Sergipe tem o que ensinar a todos nós.

 

http://www.jornaldacidade.net/2008/noticia.php:1id=75470

Reunião Regional VI Aracajú (SE) - 12/08/2010 - Apresentação da Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento 

Outras notícias
Twitter
Acesso à Área Restrita