Terça-feira, 22 de maio de 2012
 
Notícia

CDES e CESE promovem 3a Mesa Redonda na Bélgica

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e o Comitê Econômico e Social Europeu (CESE) realizaram a terceira reunião da Mesa Redonda Brasil - União Europeia da Sociedade Civil, realizada entre os dias 8 e 10 de setembro, na Bélgica. A participação da sociedade civil como fator de equidade e coesão social e a segurança alimentar e nutricional dominaram os debates.

Portal CGTB

08/09/2010

 

 

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e o Comitê Econômico e Social Europeu (CESE) realizaram a terceira reunião da Mesa Redonda Brasil - União Europeia da Sociedade Civil, realizada entre os dias 8 e 10 de setembro, na Bélgica. A participação da sociedade civil como fator de equidade e coesão social e a segurança alimentar e nutricional dominaram os debates.

O presidente da CGTB e Conselheiro do CDES, Antonio Neto, defendeu que o combate à fome passa, necessariamente, pela mudança da sociedade moderna, pela construção de novos paradigmas que coloquem no centro o fortalecimento do Estado, solidariedade, a paz e o respeito à soberania dos povos.

"Temos plena convicção de que a única maneira de sanarmos a fome no mundo - flagelo este que atinge mais de 1 bilhão de pessoas, segundo a FAO - é através da solidariedade e do fortalecimento do Estado para, inicialmente, garantir alimento aos necessitados e, em segundo lugar, construir políticas desenvolvimentistas capazes de garantir emprego e renda para os trabalhadores, incluindo as pessoas que foram marginalizadas pelo sistema", disse Neto.
 
O presidente da CGTB destacou que este é objetivo central dos programas sociais criados pelo governo Lula. Um deles, por exemplo, o Programa Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda, atende atualmente 12 milhões de famílias pobres e extremamente pobres, o que corresponde a cerca de 48 milhões de pessoas. No campo internacional, Neto citou a prática de uma relação solidária estabelecida pelo governo Lula que perdoou dívidas de países mais pobres e estabeleceu parcerias na produção agrícola através da Embrapa.

"Este princípio se choca diretamente, ou seja, é o oposto da política internacional praticada pelos países centrais, sobretudo os Estados Unidos. A solidariedade foi uma das mais sinceras e revolucionárias mensagens passadas pelo nosso presidente Lula em discurso na Assembleia Geral da ONU, em 2003. Ao declarar ao mundo que a guerra do povo brasileiro era contra a fome, Lula fez um chamamento à Humanidade, e ao mesmo tempo iniciou um processo de mudanças no país e na relação com as nações mais pobres que a nossa que mudou os paradigmas internacionais", afirmou.

Segundo Neto, no outro lado da moeda, que deve ser combatido pelos países comprometidos com a democracia, estão as políticas belicistas que levam a morte e a fome para milhões de pessoas.    "Enquanto o Brasil perdoa as dívidas, firma parcerias e leva esperança para os povos mais sofridos, os EUA gastam US$ 1 trilhão (quase R$ 1,8 tri), no que eles chamam de guerra ao terror. Esta é a contradição a ser combatida", ressaltou.

Para o conselheiro do CDES e Diretor Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), Clemente Ganz Lúcio, a parceria entre o CDES e o CESE criou um espaço importante de reflexão das sociedades brasileira e europeia no sentido de discutir e apontar caminhos que influenciem os governos a aplicarem transformações que geram avanços substantivos.

Com relação a produção agrícola, Clemente enfatizou que, por se tratar de dois atores importantes no setor, o Brasil e a União Europeia precisam assumir a responsabilidade de estender para o conjunto das populações necessitadas do planeta o direito à alimentação adequada. "A questão central está no fato de que o mercado não será capaz de suprir esta necessidade de garantir o acesso da população mundial a este direito. O mercado é um obstáculo", disse Clemente.

O embaixador brasileiro junto à União Europeia, Ricardo Neivas Tavares, saudou os esforços dos mais diversos órgãos no fortalecimento dos laços de cooperação entre Brasil e União Europeia.

A Mesa Redonda Brasil - União Europeia é composta por membros nomeados de cada uma das partes (CDES e CESE). Além de Antonio Neto e Clemente Ganz, a delegação brasileira foi composta por Alberto Broch, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG); Jacy Afonso de Melo, Secretaria de Organização e Política Sindical Central Única dos Trabalhadores (CUT); José Vicente, Reitor da Universidade Zumbi dos Palmares; Sérgio Haddad, Coordenador Geral da ONG Ação Educativa; Naomar Monteiro de Almeida, Reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Esther Bermeguy de Albuquerque, Secretária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES); Ângela Cotta Ferreira Gomes, Secretária Adjunta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES) e Adroaldo Quintela Santos, Diretor da Secretaria do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES).

 

Com informações do site do Sindpd

Conselhos de Desenvolvimento brasileiro e europeu promovem 3a Mesa Redonda Brasil - União Europeia 

Mesa-redonda nº 3 da Sociedade Civil CDES e Conselho Econômico e Social Europeu (CESE) - 08/09/2010 - Dimensão Participativa e Equidade Social e Segurança Alimentar e Nutricional 

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