Seminário promovido pelo CDES reúne mais de 300 participantes de 15 países
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República realizou, em Brasília, no dia 16 de setembro, o Seminário Internacional sobre Governança Global, que reuniu mais de 300 participantes, de cerca de 15 países, para discutir as perspectivas e desafios da governança global, frente ao novo cenário internacional e nacional, para um desenvolvimento sustentável com qualidade de vida.
Assessoria da Sedes
16/09/2010
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República realizou, em Brasília, no dia 16 de setembro, o Seminário Internacional sobre Governança Global, que reuniu mais de 300 participantes, de cerca de 15 países, para discutir as perspectivas e desafios da governança global, frente ao novo cenário internacional e nacional, para um desenvolvimento sustentável com qualidade de vida.
A abertura do evento contou com a participação do conselheiro do CDES, Antoninho Trevisan; do representante do presidente da Associação Internacional de Conselhos Econômicos e Sociais e Instituições Similares (Aicesis), Fabrizio Onida; do secretário-geral da Aicesis, Patrick Venturini; e dos presidentes do Conselho Econômico e Social do Senegal, Burundi, República do Chade e República do Congo: Ousmane Ndiaye, Gerárd Niybigira, Delwakassire Nouradine e Jean Marie Tassoua.
O conselheiro Antoninho Trevisan ressaltou a importância da realização do seminário, uma parceria com a Aicesis, organização internacional com cerca de 70 membros, incluindo o CDES, que busca debater o papel da sociedade civil organizada no novo modelo de desenvolvimento mundial, para contemplar as dimensões econômica, social e ambiental.
Representando o presidente da Aicesis, Fabrizio Onida destacou o rápido crescimento do país, os investimentos recebidos e programas como o Bolsa Família: "O Brasil representa uma das maiores experiências de desenvolvimento social na última década", afirmou.
Presidente do Conselho Econômico e Social de Burundi, Gerárd Niybigira destacou o valor da temática do evento para Burundi, país que, segundo ele, tem uma situação de governança bastante crítica desde 1993. Outro tópico foi a representação da voz da população, como mencionou o presidente do Conselho Econômico e Social do Senegal: " É preciso fazer levar em conta, pelos decisores, as aspirações dos sem voz".
A partir do evento, será produzido documento que balizará o trabalho da Aicesis e será entregue para Organização das Nações Unidas e Organização Internacional do Trabalho.
O seminário também contou com a presença da secretária da Secretaria do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Esther Bemerguy; e representantes de delegações de conselhos e instituições similares da Espanha, Comitê Econômico e Social Europeu, Itália, República do Congo, Cote d´Ivoire, Guiné, Cabo Verde, Moçambique, Angola, Rússia, São Tomé e Príncipe.
Debate - Durante o evento, foram realizadas seis conferências, com palestrantes de diversos continentes, que puderam compartilhar experiências de seus países, discutir temas como taxa de câmbio, tecnologia, tipos de investimento, capital estrangeiro, remessa de rendimentos para o exterior, além de analisar questões sobre a crise internacional e pensar em novos indicadores para mensurar o desempenho econômico e o progresso social.
1)James Galbraith, economista e professor da Universidade do Texas: "A dimensão social para um novo ciclo de desenvolvimento da Economia Mundial";
2)Eduardo Viola, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília: "Sustentabilidade e Governança Global";
3)Randall Wray, economista, professor de Economia da Universidade de Missouri: "Financiamento para o Desenvolvimento";
4)Michael Hudson, economista, analista financeiro de Wall Street e professor de Economia da Universidade de Missouri: "Nova Governança Internacional no Mundo Pós-Crise";
5)Xavier Timbeau, economista, diretor do Escritório Francês de Conjunturas Econômicas: "Novos indicadores para mensurar o desempenho econômico e o progresso social";
6)Julio Boltvinick, economista, ex-deputado federal do México: "Novos indicadores para mensurar o desempenho econômico e o progresso social".
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