Educação e inovação tecnológica para sustentar o novo ciclo de desenvolvimento
Santa Catarina tornou-se referência nacional por oferecer aos seus cidadãos alta qualidade de vida e um das melhores índices de equidade social. As oportunidades geradas nos últimos tempos fizeram com que a economia catarinense superasse a fase mais delicada da crise econômica internacional.
Alexandre Padilha e Sônia Regina Hess de Souza*
03/09/2010
Santa Catarina tornou-se referência nacional por oferecer aos seus cidadãos alta qualidade de vida e um das melhores índices de equidade social. As oportunidades geradas nos últimos tempos fizeram com que a economia catarinense superasse a fase mais delicada da crise econômica internacional. O Estado, marcado pela pujante participação das pequenas empresas, fortaleceu sua capacidade de atração de investimentos públicos e privados em setores tradicionais, como a mineração e a indústria, e em áreas bem diversas, como serviços, logística, comércio exterior e turismo. E as transformações estão apenas começando.
Depois de conquistada a estabilidade econômica, o País teve consideráveis avanços no combate à pobreza. Desde 2003, mais de 30 milhões de pessoas ascenderam à classe média, que hoje representa 70% da população. São brasileiros que melhoraram de vida e que hoje fortalecem cada vez mais o mercado consumidor interno. Agora é hora de refletir sobre a nova etapa de evolução econômica e social do Brasil.
As oportunidades para os catarinenses são muitas, mas também inúmeros são os desafios. Para responder às demandas dessa nova realidade, Santa Catarina necessitará de mais investimentos em educação, em qualificação profissional e em inovação tecnológica. Essa é uma das principais bandeiras defendidas pelos 90 líderes que compõem o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES), órgão consultivo da Presidência da República formado por 90 empresários, trabalhadores, acadêmicos e representantes de organizações sociais.
O CDES lançou em junho a Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento, que traz as principais diretrizes a serem seguidas para o Brasil prosseguir o seu caminho em direção ao desenvolvimento com inclusão social. São nove os eixos considerados prioritários: 1) os novos horizontes da educação; 2) os desafios do Estado democrático e indutor do desenvolvimento; 3) a transição para a economia do conhecimento; 4) o trabalho decente e inclusão produtiva; 5) o padrão de produção para o novo ciclo de desenvolvimento; 6) o potencial da agricultura; 7) o papel da infraestrutura (transportes, energia, comunicação, água e saneamento); 8) a sustentabilidade ambiental ; 9) a consolidação e ampliação das políticas sociais.
A educação é considerada, pelos conselheiros, prioridade absoluta. O Brasil só manterá o atual ritmo de crescimento econômico e inclusão se houver um compromisso permanente com o ensino de qualidade. No caso de Santa Catarina, a educação em todos os níveis, e em especial a profissional, será vital para que o Estado possa a aproveitar as oportunidades que surgirão. Entre elas, o fornecimento de equipamentos e serviços para a exploração do petróleo da camada pré-sal. Os portos de São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba poderão colher os frutos da retomada da indústria naval e portuária, respondendo às novas demandas geradas pelo crescimento econômico e pela exportação de maior valor agregado.
O Estado será indutor do processo de desenvolvimento nacional na medida em quem for capaz de ajudar a responder às necessidades da mão-de-obra especializada, valorizando e formando professores e engenheiros. É preciso investir na qualificação profissional e na educação para o mundo do trabalho.
Os conselheiros consideram necessário incorporar mais inovação à atual onda de investimentos e fortalecer a capacidade competitiva das empresas catarinenses. Depois de proposta a agenda do CDES, o governo federal anunciou mais de R$ 500 milhões em recursos para apoiar projetos de equipamentos e serviços, além de redução de impostos para atividades relacionadas à pesquisa. No Brasil, o governo investe 0,59% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, enquanto o setor privado aplica 0,50%. No Japão e na Coréia do Sul, por exemplo, os empresários investem mais de 2% do PIB, enquanto o governo aplica menos de 1%. É necessário elevar os investimentos em pesquisa a um novo patamar.
Os conselheiros debateram a Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento em 13 cidades. Os catarinenses não poderiam ficar de fora desse movimento. No dia 3 de setembro, o CDES organizou um debate em Florianópolis, realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).
Esta Agenda é um documento aberto e em permanente processo de aperfeiçoamento, daí a importância de buscarmos contribuições em todas as regiões do País. Com a parceria entre sociedade e poder público, Santa Catarina tem todas as condições de vencer os desafios e aproveitar o bom momento do Brasil para levar mais desenvolvimento e qualidade de vida aos seus cidadãos.
*Alexandre Padilha é ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.
Sônia Regina Hess de Souza é conselheira do CDES e presidente da Dudalina S.A.
Assessoria da Sedes
Reunião Regional XII Florianópolis (SC) - 03/09/2010 - Apresentação da Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento 
@portalfederativ: Desoneração de energia elétrica depende de articulação com estados e municípios, diz Mantega http://t.co/oCEIOZ5C v ...
@TVNBR: Governo zera IPI de carro 1.0 e anuncia outras medidas para fortalecer economia do país. http://t.co/nC8wVC9A @FazendaGovBrInformações cdes@presidencia.gov.br
Ambiente sujeito a monitoração