Terça-feira, 22 de maio de 2012
 
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O Brasil já ocupa a sexta posição entre as maiores economias do planeta. O tema mobilizou as conversas dos últimos dias e não faltaram aqueles que levantaram um grande número de ‘poréns’ no debate. Lembram as fragilidades do País, especialmente no que diz respeito às questões sociais. No entanto, não é preciso fazer esforço para reconhecer que, a despeito dos enormes desafios pela frente, avançou-se muito: o ambiente político-institucional se consolidou, a pobreza caiu drasticamente e, em linhas gerais, a qualidade de vida da população melhorou, especialmente na última década.

Moreira Franco

03/01/2012

 

 

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O Brasil já ocupa a sexta posição entre as maiores economias do planeta. O tema mobilizou as conversas dos últimos dias e não faltaram aqueles que levantaram um grande número de ‘poréns’ no debate. Lembram as fragilidades do País, especialmente no que diz respeito às questões sociais. No entanto, não é preciso fazer esforço para reconhecer que, a despeito dos enormes desafios pela frente, avançou-se muito: o ambiente político-institucional se consolidou, a pobreza caiu drasticamente e, em linhas gerais, a qualidade de vida da população melhorou, especialmente na última década.
 
As razões dessa mudança são pouco controversas: começa com a conquista e manutenção da estabilidade macroeconômica e vai até a consolidação de um processo que combinou crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda. Tudo isso, claro, exigiu sacrifício e trabalho. O setor agrícola é um dos melhores exemplos de nossa histórica capacidade de seguir adiante, mesmo que hoje seu reconhecimento esteja aquém da contribuição que tem prestado ao País.
 
O Brasil foi de sexto a terceiro maior exportador de alimentos do mundo entre 2000 e 2010. Hoje lideramos as vendas de açúcar, suco de laranja, carne bovina e frangos e, já na safra 2011 e 2012, pode superar os Estados Unidos e nos tornar o maior exportador de soja.
 
Esse sucesso não está baseado só no fato de o Brasil ter 200 milhões de hectares de terras aráveis, a maior extensão do mundo. Com a tecnologia aplicada no campo, produzimos mais e aumentamos a nossa produtividade 3,5% ao ano, em média, taxa três vezes maior que a dos países desenvolvidos. De acordo com a Embrapa, o País elevou a produtividade média de culturas como soja, milho, arroz e feijão em 158% desde 1976. Sem isso, a agricultura ocuparia área quatro vezes maior.
 
O desempenho do setor agrícola deve ser observado pelos demais segmentos da economia. Ele ensina como perseguir resultados positivos ao longo dos anos, combinando confiança em nossa capacidade com trabalho árduo e persistente e inovação científica e tecnológica. Em poucos anos, avançaremos ainda mais entre as principais economias do mundo.

 

Moreira Franco é secretário executivo do CDES e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Publicado no Jornal O Dia

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